“Olha: foi bom demais te conhecer . Me deu uma fé, uma energia. Sei lá. Ainda não consegui aterrisar bem da viagem e tô sofrendo um pouco, mas tudo bem. Te escrevo mais, logo.
“Chega o tão esperado momento, chega a hora de eu falar tudo o que pretendia, e tudo o que eu ensaiei. Mas eu não consigo. Algo me impede e eu mudo completamente. Mudo de humor, mudo de assunto e esqueço o problema.
“Mas descobri que não preciso brigar, falar o que penso, enfiar o dedo na cara, desejar o seu mal ou falar o quanto você é uma pessoa cretina para todo mundo. Vou deixar a vida te ensinar. O que quero é que você vá para bem longe com sua felicidade falsa, seu coração vagabundo e sua inveja fantasiada de anjo.
“Contidamente, continuamos. E substituo expressões fatais como ‘não resistirei’ por outras mais mansas, como ‘sei que vai passar’. Esse é o jeito de continuar. O mais eficiente… O mais cômodo, porque não implica em decisões, apenas em paciência.